26 maio 2017

Fórum de discussão 03

Posted by Blog Café Contexto On 13:41

A COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL ESTRATÉGICA- DEFININDO OS CONTORNOS DE UM CONCEITO 
Wilson da Costa Bueno*
Não há dúvida de que os profissionais de comunicação empresarial anseiam
por essa situação exemplar: afinal de contas, ela, se verdadeira, terá consolidado de vez a importância da comunicação no processo de gestão das organizações. Mas, para sermos justos com o conceito e com a realidade, precisamos considerar que a comunicação empresarial brasileira, antes de chegar ao Olimpo, tem ainda que vencer alguns desafios, e que eles, necessariamente, não são tão fáceis de ser superados.
De imediato, é necessário considerar que a comunicação empresarial não
flui no vazio, não se realiza à margem das organizações, mas está umbilicalmente associada a um particular sistema de gestão, a uma específica cultura organizacional e que é expressão, portanto, de uma realidade concreta. Para que a comunicação empresarial seja assumida como estratégica, haverá, pois, necessidade, de que essa condição lhe seja favorecida pela gestão, pela cultura e mesmo pela alocação adequada de recursos (humanos, tecnológicos e financeiros), sem os quais ela não se realiza. A intenção ou o desejo apenas não produz a realidade. 
Logo, se esses pressupostos não estiverem devidamente satisfeitos, será prematuro concluir pelo caráter estratégico da comunicação empresarial. Mais ainda: a comunicação não será estratégica em função unicamente do trabalho mais ou menos competente dos profissionais de comunicação. Há exigências outras que, infelizmente, fogem ao seu controle.  Quais seriam essas exigências?

LEIA O TEXTO COMPLETO EM:
http://www.ucs.br/etc/revistas/index.php/conexao/article/viewFile/146/137

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
Profª Ms. Marília Mendes

Fórum de discussão 02

Posted by Blog Café Contexto On 13:33

                                        2º TÓPICO:

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
Profª Ms. Marília Mendes

Série apresenta líderes engajados com o empoderamento feminino

A ação é um desdobramento do Café da Manhã com os CEOs que, em março deste ano, tratou sobre o tema “Meritocracia e sistemas de cotas para mulheres”. Um dos objetivos do evento é fortalecer a relevância e a prioridade da temática nas empresas, facilitando o envolvimento da alta e média gerência em iniciativas desta área.
A série está alinhada à missão do Movimento Mulher 360, que é contribuir para o empoderamento econômico da mulher brasileira em uma visão 360 graus, por meio do fomento, da sistematização e da difusão de avanços nas políticas e nas práticas empresariais, e do engajamento da comunidade empresarial brasileira e da sociedade em geral.
Confira, abaixo, o primeiro vídeo da série, com a jornalista Mônica Waldvogel:
https://www.youtube.com/watch?v=YaqicXHAZt8&feature=youtu.be

23 maio 2017

Fórum de discussão

Posted by Blog Café Contexto On 10:45

Iniciamos nosso fórum de discussão na disciplina de Comunicação empresarial. Fiquem atentos para não perderem as datas e prazos. 

COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL
Profª Ms. Marília Mendes 1º TÓPICO:

'DR' na firma é o melhor jeito de gerenciar conflitos ANNA RANGEL
DE SÃO PAULO


14/05/2017 02h00 Danilo Verpa/Folhapress

  O conflito é um tabu dentro da maioria das empresas, onde a hierarquia rígida ainda tem papel fundamental nas relações entre os profissionais e deles com a chefia. "Se a pessoa discorda do chefe, muitas vezes já é mal vista, mesmo que não haja um embate de interesses", diz Ana Cristina Limongi-França, doutora em administração e professora da USP (Universidade de São Paulo).

Cerca de metade dos conflitos, porém, é de divergência do dia a dia e pode ser resolvida informalmente, aponta pesquisa da ABRH-SP (Associação Brasileira de Recursos Humanos), que ouviu 136 empresas em março de 2016. Quando há disputa, em geral ela é ignorada até que tenha impacto sobre resultados da área ou vire assédio moral, afirma Limongi-França.

Choques, porém, fazem parte do jogo. "Não existe ambiente sem conflito. O profissional terá que aprender a defender suas opiniões e o gestor não pode deixar a discordância virar disputa de ego", diz o psiquiatra Mario Louzã. A pedagoga Neuza Chaves, 61, é consultora da área de RH e se especializou em intermediar desacordos na empresa em que trabalha. "Gosto de trazer à tona os conflitos numa conversa, quando peço que cada um coloque riscos, ganhos e alternativas ao problema. Eles devem chegar a um acordo em vez de se submeter às decisões de forma passiva", diz. 

COMENTE (os comentários são moderados):
Está aberta a seção nº 01 e ficará disponível até 31 de maio de 2017. 
                                   Professora Ms. Marília Mendes

19 março 2017

A PRODUTIVIDADE LEXICAL DAS EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS

Posted by Blog Café Contexto On 16:40

 
Imagem encontrada no google.com
Este artigo apresenta uma análise das expressões idiomáticas encontradas na mídia impressa popular, no período de agosto de 2013 a dezembro de 20141, com o objetivo de mostrar a produtividade lexical no discurso jornalístico, mais especificamente, das expressões idiomáticas. Analisamos a maneira como essas unidades complexas podem contribuir para o desenvolvimento da ampliação lexical qualitativa dos alunos do Ensino Fundamental e Médio, considerando que tais unidades fazem parte do acervo lexical da língua portuguesa e que, portanto, devem ser apresentadas no ensino de língua materna.
com o objetivo de mostrar a produtividade lexical no discurso jornalístico, mais especificamente, 
das expressões idiomáticas. Analisamos a maneira como essas unidades complexas podem contribuir 
para o desenvolvimento da ampliação lexical qualitativa dos alunos do Ensino Fundamental e Médio, considerando que tais unidades fazem parte do acervo lexical da língua portuguesa e que, portanto, devem ser apresentadas no ensino de língua materna. 
No entanto, cabe destacar, ainda, que a ocorrência das expressões idiomáticas é mais frequente nas manchetes das notícias (55,61%), pelo fato de as expressões idiomáticas, enquanto estruturas da linguagem popular, serem responsáveis pela ênfase que se dá ao fato noticiado. Por intermédio das manchetes, é possível perceber a que fatos e aspectos o jornal dá importância, de acordo com o perfil e a realidade do seu público-alvo. É característica do jornal Super dar um caráter pessoal à reportagem. Através da personalização, é possível contar a vida de alguém ou do povo, tornando a notícia próxima ao leitor. O título já aponta para a singularização, considerando que os jornalistas precisam garantir nas redações que a imprensa popular faça jornalismo e se democratize.
                  Os dados mostram que a maior parte das EIs apresentadas no nosso corpus podem ser consideradas unidades semi-fixas, ou seja, das 187 expressões analisadas, 75,93% (142) dessas EIs sofreram algum tipo de variação lexical ou de flexão verbal em sua estrutura. Ora, se o maior número das EIs encontradas no corpus são consideradas semi-fixas, o grau de fixidez dessas unidades tende a ser menor. Pelo fato de as expressões idiomáticas serem constituídas por vários elementos lexicais, elas ensejam grandes possibilidades de variação, o que relativiza a sua invariabilidade. Porém, há que se considerar que alguns casos permitem adaptações sintáticas, embora sejam variações bastante limitadas.
Quadro 01- Produtividade no nível sintático
Soltinha na pista
Desde que terminou com o futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, CAROL MUNIZ ficou soltinha na pista. Após posar para o Paparazzo então, ela tem feito ainda mais sucesso. (Jornal Super Notícia. Belo Horizonte, ano 13, 28 de novembro de 2014, p.16. Caderno de Variedades).
Estar na pista 1 Gír. Estar disponível para ficar (12) com alguém ou à procura de romance, ger. sem compromisso. Disponível em < http://www.aulete.com.br/pista#ixzz3NKWEA75Q>Acesso em 26 de dez.2014.
Na composição das EIs, um item lexical pode ser substituído por outro, desde que o valor semântico seja semelhante. Trata-se da variação por permuta verbal. No nosso corpus, encontramos apenas 2 (dois) casos de permuta verbal para a unidade sair do armário, conforme exibe o quadro abaixo:
Quadro 02- Variações das Expressões idiomáticas- Permuta verbal

TIPO DE VARIAÇÃO
EXEMPLOS


PERMUTA VERBAL
1. Arrombou o armário
Wentworth Miller, astro da série norte-americana “Prison Break”, assumiu ser gay em uma carta enviada para a organização do Festival de Cinema Internacional de São Petersburgo. (Jornal Super Notícia, 18/11/2014)
2. Tirar o bofe do armário (Expressão livre)-Será que ela quis tirar o bofe do armário à força? (Jornal Super Notícia,18/11/2014).
         Observamos que, embora o verbo sair tenha sido substituído pelos verbos tirar e arrombar, conforme atestam os exemplos do quadro 3, as expressões sair do armário arrombar o armário mantêm o mesmo sentido de se libertar, quando o sujeito assume a homossexualidade. O dicionário eletrônico Caldas Aulete (2014) registra a expressão sair do armário como o ato de assumir a própria homossexualidade.
         Tal como mostramos, a substituição da expressão sair do armário por novos itens lexicais-tirar o bofe do armário e arrombar o armário ganha maior expressividade, visto que tirar e arrombar são verbos que nos dão a ideia de ação concretizada pela força.
Nos casos apresentados acima, a ideia de força está subjacente ao ato de se libertar no processo de confirmação da homossexualidade. Na sua versão eletrônica, Caldas Aulete (2014) dá ao termo arrombar, por exemplo, o significado de romper, de usar a força na ação verbal. Verifica-se, então, que as forma arrombar o armário é mais enfática e mais expressiva do que sair do armário, embora o significado permaneça inalterado.
       No caso da expressão tirar o bofe do armário à força, consideramos que, embora certas combinações de palavras, frente a outras combinações, que são totalmente possíveis de ocorrerem, ainda há controvérsias, no tocante à classificação de algumas colocações, caso da expressão tirar o bofe do armário à força, diante da complexidade em fazer distinção entre tais estruturas. Dadas as controvérsias inerentes à classificação dessas construções, optamos por tratá-las como expressões livres.
       Outro tipo de modificação parcial na estruturação dos constituintes lexicais é a variação pela forma negativa com é apresentada a EI. Em geral, esse tipo de variação acontece para melhor adequação da unidade ao discurso. No nosso corpus, das 187 expressões examinadas, foram encontrados apenas dois casos de variação nas formas de negação.
Quadro 03- Variações das Expressões idiomáticas nas diferentes formas de negação

TIPO DE VARIAÇÃO
EXEMPLOS


FORMA DE NEGAÇÃO

1. Fernandinha não dá mole (dar mole/não dar mole)

(Jornal Super Notícia. Belo Horizonte, 10 de outubro de 2014,

página 22)

2. Não larga o osso! (largar o osso/não largar o osso)
Até agora, o ilustre presidente da FIVB não veio a público para se explicar. Está sumido! Esse osso deve ser bom mesmo, pois esse pessoal não o larga de jeito nenhum! (Jornal Super Notícia. Belo Horizonte,10 de outubro de 2014.página 23).
         Com a inserção do advérbio de negação, o papel semântico-sintático1 liga-se ao núcleo verbal. Na classificação do advérbio de negação não, por exemplo, ele se pauta pelos valores léxicos das unidades que o constituem. O valor de existência que se atribui ao estado das coisas é designado pela oração negada. Nos exemplos não dá mole/não larga o osso, temos uma forma de negação da UF matriz (dar mole/largar o osso). Na seção seguinte, damos continuidade à discussão, considerando o acréscimo de itens lexicais às unidades.
        Atentando-se para as características das unidades variáveis orientadas nos parágrafos anteriores, examinamos a possibilidade de inserção de um novo item na estrutura das EIs. Ao analisar os casos de inserção de um item lexical no corpus, observou-se que o número de ocorrências desse tipo de variação foi um número significativamente menor, embora tal variação não possa ser ignorada, pois ilustra outros tipos de variação dessas UFs.
       Os dados mostram que foram poucas as unidades 3% (3) que tiveram o acréscimo de um item lexical em sua estrutura. Por outro lado, 97% (184) que não tiveram o acréscimo de um item lexical, foram as unidades que mantiveram, consequentemente, sua carga metafórica. No quadro seguinte, temos 02 (dois) exemplos desse tipo de variação.
Quadro 04-Variações das Expressões idiomáticas- Inserção de um item lexical

TIPO DE VARIAÇÃO
EXEMPLOS


INSERÇÃO DE UM ITEM LEXICAL
1. Técnico frisa parceria com a torcida e espera colher bons frutos na sequência.(Jornal Super Notícia,2 de novembro de 2014, p.17).
2. A população terá que arregaçar as próprias mangas. (Jornal Super Notícia. Belo Horizonte, 1 de julho de 2014,p.17).
            Na imprensa popular, um fato terá maior probabilidade de ser noticiado se possuir capacidade de entretenimento, for próximo culturalmente do leitor e puder ser simplificado, mas também se puder ser narrado dramaticamente. Dessa maneira, a linguagem empregada nas notícias do Super se utiliza de vários recursos para dialogar com o leitor e tornar o fato noticiado mais enfático.
Em gêneros de tipologia narrativa, a adjetivação funciona como um recurso expressivo. Os adjetivos explicadores destacam e acentuam uma característica inerente do objeto nomeado ou denotado, conforme vimos na seção 2.8 do capítulo 2. Nesse caso, o adjetivo pertence a um inventário aberto, tendo entre suas funções, a de delimitador explicador. Na expressão colher bons frutos, por sua vez, a inserção do adjetivo bons na UF, teve o mesmo efeito e a mesma função de delimitador explicador do primeiro exemplo.
        As palavras são empregadas nas frases, justificando o exame de suas diferentes possibilidades combinatórias nas cadeias frasais. Na expressão arregaçar as próprias mangas, como exemplo, a inserção do pronome próprias denota identidade ao substantivo mangas. Ainda em Bechara (1999), observamos que a função dos pronomes mesmo e próprio tem valor demonstrativo, ao se referirem a seres e ideias já expressas anteriormente. Assim, inserir modificadores na estrutura da expressão pode retirar ou alterar sua carga metafórica, alterando seu sentido. Entretanto, nem todas a UFs admitem transformações.
      O fenômeno da coocorrência foi observado por Palmer (1979), relacionando-o a “frases idiomáticas”. Ele ainda destaca as inúmeras restrições gramaticais e sintáticas sofridas por essas frases. Em relação às expressões idiomáticas coletadas no nosso corpus, observamos que o número de EIs que admitem modificações em suas estrutura é menor do que aquelas
Quadro 05- Variações das Expressões idiomáticas- Restrição sintática

TIPO DE VARIAÇÃO
EXEMPLOS


RESTRIÇÃO SINTÁTICA

1.Cuca quebra a cabeça. (Jornal Super Notícia, Belo Horizonte, 13 agosto 2013, p.26).
2. Aécio está dando um banho na presidente Dilma em Minas, segundo pesquisa Sensus que ouviu 1.500 mineiros entre os dias 25 e 29 de julho.(Jornal Super Notícia. Belo Horizonte,11 de set. de 2013, p.23).

           Perder a cabeça é uma EI que corresponde a cometer loucuras, ser imprudente. Enquanto dar um banho significa realizar determinada ação em abundância. Trata-se de unidades que apresentam restrições sintáticas. A forma verbal comporta-se tipicamente como um item normal da língua, sem restrições gramaticais, o mesmo não ocorre com o item nominal: (perdeu a cabeça, vai perder a cabeça/deu um banho, vai dar um banho). Observamos ainda, a possibilidade de preenchimento do sujeito: Cuca perdeu a cabeça, nós perdemos a cabeça, ele vai perder a cabeça. Entretanto, não podemos ter: Perdeu as cabeças, Perdemos as cabeças, ele vai perder as cabeças.
          Da mesma forma em que ocorre o preenchimento de sujeito em: Aécio está dando um banho, nós demos um banho, ele vai dar um banho e, não, Aécio deu uns banhos, demos uns banhos. Ainda que haja a possibilidade de inserção de um sujeito, os itens nominais cabeças/banhos não são adequados para essas expressões no sentido idiomático. Como restrição sintática, observamos a impossibilidade de apassivamento: “a cabeça de cuca foi perdida”. Considerando o sentido idiomático da expressão, tal interpretação é impossível.

Para Bechara (1999), o papel semântico-sintático do advérbio é de modificador do verbo, ou ainda, dentro de um grupo nominal unitário, a um adjetivo e a um advérbio (como intensificador), ou a uma declaração inteira. 

Referências

1Este artigo tem como base MENDES (2015), dissertação de mestrado defendida e aprovada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação da Profa. Dra. Evelyne Jeanne Andrée Madeleine Dogliani.

06 novembro 2016

Redação do ENEM 2017

Posted by Blog Café Contexto On 17:31

"Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil".

A redação deste ano exige conhecimento sobre os direitos humanos (declaração universal dos direitos do homem, de 1948). O candidato que teve o cuidado de lembrar-se dos artigos número um (o que resume toda filosofia da declaração ) e o dois, o da igualdade e não discriminação de raça, cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião, poderia explorar, incluindo nos rumos da proposta de intervenção, que esses dois artigos são a pedra de toque de todos os outros. São pactos que foram elaborados e dão sustentação à declaração.

São normas, mas é preciso medir o grau de respeito e cumprimento dessas normas no âmbito internacional de direitos humanos. No caso específico do Brasil, caberia o discurso da educação. Aí eu me pego intrigada: o governo quer desobrigar o aluno do ensino médio, em sua medida provisória, da disciplina SOCIOLOGIA, entre outras que, hoje, cumprem o currículo do médio, justamente de onde os candidatos tiram o suporte efetivo e prático para uma produção que cumpre bem a compeTência número II da redação do ENEM. 

Acho que se abre espaço para uma boa discussão com este tema. Eu conheci os direitos humanos nas aulas de sociologia que, na minha época era Educação moral e cívica. Vamos ver como os candidatos perceberam os sentidos apresentados ideologicamente. São muitos os caminhos, mas todos se pautam nos direitos humanos.Foi um tema mediano. Por hoje, chega! Estou exausta!!!
Professora Marília Mendes, 06/11/2016.

19 agosto 2016

Curso de Linguística Geral

Posted by Blog Café Contexto On 07:46

IMAGEM DISPONÍVEL NO GOOGLE
Além dos estudos do sânscrito e de gramática comparada, somente nos últimos anos de vida, Saussure tratou da Linguística geral. 
A contribuição das aulas de Saussure para Bally e Sechehaye impulsionaram os estudos da língua, de forma organizada. Na perspectiva saussureana, o signo é compreendido pela arbitrariedade e pela linearidade. Para ele, a língua (langue) está relacionada com o social, enquanto a fala (parole) diz respeito ao individual. No Curso de Linguística Geral, escrito por Bally e Sechehaye, há a nítida ideia de que Saussure insere a língua como prioritária em detrimento da fala.

Conforme afirma o professor Edmilson José de Sá:

Saussure ainda caracteriza a língua como um sistema e a fala como um não-sistema. Ele explica a primeira característica da língua como parte integrante de uma solidariedade sincrônica, ou seja, todas as unidades linguísticas, sejam fonemas ou morfemas funcionam em relação a todas as unidades do sistema, sem levar em conta outras características estruturais ou funcionais. Já a fala, por conta de sua individualidade, heterogeneidade e por ser passível de variação não é um sistema.

O professor ressalta, ainda, que  a literatura insiste em mencionar que Saussure capitaneou o Estruturalismo Linguístico, quando ele sequer mencionou o termo estrutura e sim sistema, que se opunha ao não-sistema. No entanto, a ideia de linguagem bilateral é que fundamentou os preceitos do pai da Linguística. 
 
A linguística, eu ouso dizer, é vasta. Em especial ela comporta duas partes: uma que está mais perto da língua, depósito passivo, outra que está mais perto da fala, força ativa e verdadeira origem dos fenômenos que logo se avista, pouco a pouco na outra metade da linguagem.

O termo dicotomia deriva do grego dichotomia, que significa dividir em partes iguais. Na concepção de Saussure: diacronia VS sincronia, língua VS fala, significante VS significado e paradigma VS sintagma. Enquanto a diacronia estuda as mudanças que a língua sofreu através do tempo, o estudo sincrônico é o estudo da língua num determinado período do tempo.  Na dualidade de dicotomia e sincronia VS diacronia, determina-se  uma distinção entre fatos sincrônicos e fatos diacrônicos. Os fatos sincrônicos estabelecem períodos de regularidade num tempo da língua, a diacronia é a sucessão dessas sincronias.

Dessa forma,  as contribuições de Saussure estabeleceram um plano de estudo para a LG que permite outras indagações no sentido de ratificar ou refutar o que já foi estudado até aqui. Estamos apenas começando. Sejam bem-vindos!

               Professora Marília Mendes
               (Professora de Linguística Geral na rede privada de BH)

Referências


19 junho 2016

3º CIPLOM-EAPLOM

Posted by Blog Café Contexto On 19:09

ARQUIVO PESSOAL DE LILA MENDES-SC-2016
Na semana passada, estive em Florianópolis para o III Congresso Internacional de Professores de Línguas Oficiais do MERCOSUL. Através de mais uma apresentação oral, pude divulgar meu projeto de pesquisa, hoje, como continuidade do projeto desenvolvido no Mestrado (2015), na UFMG, de onde surgiu a necessidade de um trabalho com a mídia impressa popular, meu objeto de pesquisa.
 
MERCADO MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS-JUNHO DE 2016
Com novas tecnologias, apesar do momento histórico que nós, falantes do português brasileiro atravessamos, lançamos mão de novas metodologias relacionadas à formação do docente. Tornou-se desafiante para mim desenvolver uma pesquisa com um jornal que, embora seja o mais vendido em todo país, ainda é marginalizado pelo seu caráter popular, pelo seu preço de capa e pelo seu estilo fait divers, termo usado pela primeira vez por Barthes (1999) e abrange fatos diversos que tratam de curiosidades, escândalos e bizarrices que não remetem formalmente a nada além deles próprios.


Apresentei meu trabalho para um grupo da Universidade Federal da Bahia e para alguns alunos da UFSC. Houve momentos bem consistentes de trocas acadêmicas acerca dos assuntos do léxico. Em breve, estarei engajada em novo projeto no que diz respeito à lexicografia e à lexicologia. 

Até breve! Professora Marília Mendes

Café Expresso